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Fortaleza, Ceará, Brazil
Amo de paixão ser professora!

domingo, 4 de maio de 2014

Conto X Crônica

Só para ninguém esquecer...


Saiba mais sobre o gênero textual Crônica

Atenção: Responda a atividade nos comentários, sem esquecer de se identificar.

Assista o vídeo, prestando atenção nos conceitos apresentados. Em seguida, leia a cronica de Luis Fernando Veríssimo. Depois, relacione as principais características deste gênero encontradas neste texto.


 




Vô sério

Luis Fernando Veríssimo


O vovô era um homem sério. Não carrancudo, mas sério. Tanto que os netos fizeram uma aposta: ganharia quem fizesse o vovô rir. O local da competição seria a mesa do almoço, aos domingos, quando toda a família se reunia, com a vovó numa cabeceira e o vovô na outra. Foram estabelecidas certas regras. Para ganhar, seria preciso provocar uma gargalhada no vovô. Um sorriso não bastaria. O objetivo era uma risada. Ou – para não haver duvida do que se buscava – uma BOA risada.
Algumas dúvidas tiveram que ser esclarecidas, antes de começar a disputa.
- Cócegas, vale?
Ninguém imaginava que o vovô sentisse cócegas, mas, de qualquer maneira, cócegas foram vetadas. E anedota? Se o vovô risse de uma anedota, a vitória seria do contador ou da anedota? Decidiram permitir anedotas. Quem soubesse contar uma anedota tão bem que fizesse o vovô dar uma risada, uma BOA risada, mesmo que não fosse seu autor, mereceria ganhar.
No primeiro domingo depois da aposta, o Marquinhos – segundo o consenso geral na família o mais palhaço dos netos – sentou-se à mesa fantasiado de mico, fazendo ruídos e gestos de mico e pedindo banana. Todos riram muito – menos o vovô. O vovô disse: “Muito engraçado, Marquinhos, agora tire essa roupa e coma direito”. Mais tarde o Marquinhos argumentaria que o vovô dizer “Muito engraçado” equivalia a uma risada, mas seu protesto foi ignorado.
No domingo seguinte, o Eduardinho contou uma anedota.
- Sabem aquela do cara que tirou uma radiografia e o médico disse que ele precisava ser operado? O cara perguntou quanto custaria a operação e o médico deu o preço. O cara achou muito e perguntou quanto custaria um tratamento sem precisar operar. O médico deu o preço, que o cara também achou muito. Aí o médico disse: se o senhor preferir, pela metade do preço, eu retoco a radiografia.
Todos riram muito – menos o vovô. O vovô disse que aquela história envolvia questões muito sérias, como a saúde de um ser humano e a ética médica, e não era assunto para ser tratado na mesa, na frente das outras crianças. O Eduardinho protestou:
- Era uma anedota, vovô.
- Muito sem graça – disse o vovô.
Nas semanas seguintes, todos os netos tentaram, de um jeito ou de outro, fazer o vovô rir. Apelaram para mímica, imitações (o Tico fazia um Silvio Santos impagável), números musicais, concurso de quem chupava o espaguete mais ligeiro, tudo. E o vovô sério. Finalmente desistiram. E no último domingo aconteceu o seguinte: a vovó sentou-se na sua cadeira na cabeceira, depois de trazer a travessa de frangos da cozinha e colocá-la sobre a mesa – e caiu da cadeira. E o vovô explodiu numa gargalhada. Uma BOA risada que não parava mais, enquanto a vovó era atendida e dizia que estava bem, que não tinha se machucado, que não se incomodassem com ela.
Depois houve controvérsia. Uns netos achavam que a vovó cair da cadeira tinha sido mesmo um acidente, outros achavam que a vovó tinha caído de proposito. Depois de tantos anos sabia o que faria o vovô rir e dera uma mãozinha para os netos.

domingo, 27 de abril de 2014

O CONTO

Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos, de fantasia ou imaginação. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um narrador, personagens e enredo.
Classicamente, diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. Mais curto que a novela ou o romance, o conto tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax. Num romance, a trama desdobra-se em conflitos secundários, o que não acontece com o conto. O conto é conciso, ou seja, breve e objetivo.
Há vários tipos de contos e entre eles destacamos:
* Contos de fadas: contos onde aparece o sobrenatural, o maravilhosos. São histórias onde que apresentam metamorfoses ou transformações, por encantamento  ou magia, na maioria.
* Contos maravilhosos: são histórias que apresentam o elemento mágico, sobrenatural, mas acima de tudo, a luta pela ascensão ou aceitação social do protagonista.
* Contos de enigma ou terror: histórias que tem como eixo um mistério a ser desvendado ou ainda uma situação assustadora.
* Contos de humor: histórias engraçadas, cômicas. criadas para divertir e entreter o leitor.
* Contos tradicionais: são histórias que o povo conta, "causos" da sabedoria popular.
* Contos etiológicos: são considerados contos etiológicos os contos concebidos para explicar a criação ou as características de um ser, lugar ou fenômeno da natureza.


Atividade
Leia o conto abaixo e assista o filme a seguir  - ISTO É MUITO IMPORTANTE!  
De acordo com o conteúdo estudado, você o classificaria como um Conto de Fadas, Maravilhoso, Tradicional ou Etiológico? Justifique sua resposta, apontando as características do conto que o levam a ela.
Não esqueça: a sua resposta deverá ser original (nada de cópias!!!) e identifique-se, para que eu possa fazer a correção e validação da atividade.

A pequena vendedora de fósforos
Hans Christian Andersen

      Na véspera de natal, uma pequena vendedora de fósforos estava sentada na neve. Estava com os pés nus, enregelados de frio e seu delicado corpinho tremia, constantemente agitado por calafrios martirizantes. Não tinha coragem de voltar para casa, porque não havia conseguido vender nem uma caixinha de fósforos e o pai a castigaria; e também porque, lá, em sua choça cheia de buracos não estaria, com certeza, mais quente do que a rua.
      Pra se esquecer, acendeu um fósforo e, mal brilhou a efêmera chama, a pequena, por artes de magia, viu-se ante uma estufa, que a reanimou com o seu calor. Pouco depois, porém, o fósforo se apagou, a estufa desapareceu e a menina ficou novamente à mercê da neve. Acendeu outro, em seguida, e a parede à qual se recostava tornou-se transparente e a menina viu-se num aposento bem fechado, com uma grande mesa preparada ao centro e sobre a qual se via um peru assado, recoberto de batatas douradas. Quando, porém, ela estendeu as mãos, avidamente, para aquela dádiva divina, o fósforo se apagou, a visão desapareceu e, em seu lugar, viu-se de novo a parede desnuda.
       Riscou um terceiro fósforo e, de repente, viu-se a garota sentada embaixo de uma árvore de Natal, sobre a qual brilhavam mil luzinhas. Mas, apenas ergueu as mãos, o terceiro fósforo se apagou e as luzes foram subindo cada vez mais alto até que se confundiram com as estrelas. E a árvore desapareceu na noite.
        Acendeu um quarto fósforo e, então, surgiu uma grande claridade, no meio da qual se achava a sua vovozinha morta, que lhe sorria docemente. A menina a ela se dirigiu, suplicante: "Oh, vovozinha, leva-me contigo! Leva-me depressa! Leva-me, porque assim que se apague o fósforo, terás desaparecido também como desapareceram a estufa, o peru e a árvore de Natal."
       E, para que a sua vovozinha não sumisse, foi acendendo fósforos uns depois dos outros, gastando uma caixa inteira. A avó, então, tomou a netinha nos braços e carregou-a para o alto, para bem lá no alto, onde não há frio, nem fome, nem sofrimento.
        Na manhã seguinte, foi encontrado o corpo congelado da pequena vendedora de fósforos que tinha, durante a noite, morrido de fome e frio.

***
Assista agora a releitura dos Estúdios Disney para o conto que acabou de ler.

video

segunda-feira, 7 de abril de 2014

ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO PARALELA - Encerrada

  Caros alunos e alunas:

Assistam ao videoclipe, leiam a letra da canção e respondam as questões abaixo. As respostas, contendo nome, número e turma, devem ser enviadas por email para o endereço profaglauciadomlustosa@gmail.com até o dia 11/04/14 impreterivelmente e a realização delas é individual, visto que a atividade corresponde à Recuperação Paralela do 1º período. Lembrem-se também de postar aqui seu nome, nº e turma para que eu possa acompanhar quem visualizou a atividade.                    
                              Profa. Gláucia.

video

COMIDA
(TITÃS)
Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer
Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comer
A gente quer comer, quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer pra aliviar a dor
A gente não quer só dinheiro
A gente quer dinheiro e felicidade
A gente não quer só dinheiro
A gente quer inteiro e não pela metade.
 (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Brito)

1) Justifique o título da música.
2) Qual é a principal “fome” humana? E quais as “causas” dessa fome?
3) O povo brasileiro tem fome de quê?
4) Você acredita que dinheiro traz felicidade?
5) Você acha que o prazer pode aliviar a dor? Por quê? Exemplifique.
6) O que “a gente quer por inteiro e não pela metade”?
7) Qual a diferença entre a gente e agente?
8) Como está sendo tratada a questão da fome no Brasil? Produza um texto curto (05 a 10 linhas) colocando seu ponto de vista a respeito da charge abaixo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012